Idalina quer presentear-se e abrir o seu cofre secreto ao corpo daquele que a seduz.
Sai de manhã cedo em passeio divagante com um objectivo claro na cabeça: vai comprar um “boneco de silicone” para se dedicar às diabruras entusiasmantes que povoam o seu imaginário. Feita a pesquisa necessária sobre os modelos no mercado, está certa de que escolherá aquele que, bem comprido e espesso, melhor lhe dê uma sensação real quando o mergulhar boca adentro. Quer sentir e apreciar sem se cansar, o desenho dos contornos físicos de uma verdadeira glande, rija e pujante, quando o saborear com a língua salivante.
Delicia-se com a passagem dos olhos brilhantes pelas peças expostas na loja, discreta mas recheada, e fantasia um delírio a 3 com o gentil cavalheiro que, saído do balcão, lhe mostra todos os espécimes que quer ver de perto, palpando-os com as próprias mãos para ver se lhe servem. Uns mais macios e pequenos, bons para iniciadas; outros, à prova de àgua, prometem carícias no duche. Mais alguns de metal forrados, duros, rijos e frios.
Idalina não esconde o seu culto ao membro desejado e, de mãos levantadas à altura do peito molda um, de cor natural, com cabeça bem exposta e delineada, enfeitado de nervuras quase quase perfeitas. Encara o cavalheiro de frente, olhares cruzando endiabrada e diz: “Levo este! Parece-me muito ao meu jeito, capaz de me fazer voar!” Ele sorri-lhe e confessa-lhe que é dedicado ao baloiço que trouxe da Alemanha, e que atrai a evidente curiosidade de Idalina. “É perfeito para casais que se querem divertir à grande, diz-lhe ruborizado!” Idalina pavoneia-se em torno do enorme aparelho e imagina-se ginasticando o corpo em posições desafiantes amarrada às correias de cabedal que formam o brinquedo gigante...
Chicotes e máscaras já as levou de outra vez, e as bonecas insufláveis não fazem as suas preferências. Idalina confessa: gosta de loiras redondas de peitos cheios e com cheiro a jasmim.
Saborosos finíssimos de chocolate e apetecíveis unguentos de menta e lavanda compõem o stock de presentes que traz na sua malinha de mão. O cavalheiro ficou para trás e Idalina quer partilhar agora com o seu homem real as surpresas que comprou para adocicar a cama de ambos.
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
quarta-feira, 16 de abril de 2008
10.
- Tenho uma proposta para te fazer.
- Ah sim!? E qual é?
- Gostaria que hoje fizessemos amor sem nos tocarmos um ao outro...
- Humm! ...
- Aceitas?
- Pode ser complicado, mas ... aceito o desafio.
(Sorriem um para o outro, cúmplices de um desejo comum.)
O corpo longo e forte dele, entretanto exposto sem reservas, abandona-se no leito perfumado de lavanda e rosmaninho, e uma cadeira larga e confortávelmente vestida por uma manta felpuda e quente, repousa delicadamente no chão do quarto, pronta a recebê-la a ela, como num abraço caloroso. Ele assinala quando ela entra núa, que quer ainda perguntar alguma coisa, mas logo percebe que nada mais há a dizer a partir dali, tão claro é o gesto do seu olhar penetrante... Os brilhos lânguidos ao mesmo tempo que apaixonados dos olhares de ambos entrecruzam-se, cumprimentando-se directamente. Está aberta a cena, sobem o pano do palco que os rodeia e lhes serve de base – jogarão o jogo do amor! Entregam-se mutuamente num encanto que só os verdadeiros amantes conhecem.Alguns segundos dedicados aos acertos dos ritmos respiratórios dão lugar a que M. entreabra os seus lábios, humedecendo-os delicadamente para logo fazer um movimento de deglutição inevitável da água que, entretanto, lhe brotava fresca e silenciosa, dentro da boca. C. continua a olhá-la nos olhos, apreciando-lhe a infinita beleza: “Esta mulher é extraordinária”, pensa em segredo. Sorri-lhe e inicia o passear pelo seu próprio corpo, tomando a medida das suas pernas, que sabe que ela tanto deseja. Longas, fortes e musculadas, apercebe-se de que são, de facto, enormemente atraentes. Rodeia os joelhos, abraçando cada um por sua vez, com ambas as mãos, e massája-os obtendo com esse movimento uma renovação de energia. Prende-se nas coxas que esfrega com gestos dinâmicos, aquecendo-se a si mesmo. Ela mostra-se imperturbável, pelo menos aparentemente. Voltam a sorrir...
M. beija a sua boca, levando a língua a calcorrear cada dente, cada recanto, cada ressalto do palato, da caverna milagrosa. A minúcia com que percorre tão profunda gruta, bem como o calor sereno que sente por dentro, mostram a si mesma o quanto é agradável para ele ter-se dentro dela, quando o abocanha com ternura e lhe permite que lá more por tempo indeterminado. Volta a molhar os lábios, agora olhando C. provocantemente. Ele sente um calafrio e solta um leve “Humm!”, fazendo um movimento para a frente como quem se insinua e lhe diz, quero entrar ai.
Unhas pintadas de vermelho escuro, em mãos previamente hidratadas e macias, são usadas agora para excitar a pele do tronco, e seios e ancas e pernas. Quase pode ouvir-se o ruído que fazem nos poros da alma de ambos. Ela respira fundo, tentando controlar a sofreguidão em que está prestes a cair. Mas, o ritmo de ambos deve ser mantido. Retorna as mãos acima, e delineia com precisão e cuidado, os laterais que contornam a cintura, bem marcada. Deixa-as escorregar naturalmente pelos abdominais e detém-se neles, aconchegando a sua respiração. Observando C., segue-lhe uma das mãos que se enche de frutas maduras, recheadas de seiva quente e doce. Ele aperta-se devagar, ao mesmo tempo que leva a outra mão à boca, molhando-se nos dedos... Está erecto, vermelho, pulsante. Contudo, aguarda-se para mais tarde.
Os cheiros do prazer antecipado, enriquecem o ambiente. As peles transpiram, pulverizando o ar, humedecendo-o, refrescando-o tanto quanto o tornam apetecível...
Ele chega agora à sua dura barriga, trabalhada com afinco para que a possa carregar ao colo, e sente-lhe o poder. Não resiste a tocar-se entretanto, tentando experimentar o que sabe que ela aprecia: a suavidade da pele do seu membro na ponta dos dedos. Sente as cócegas leves que o arrepiam e o deixam sem alternativa. È preciso agarrá-lo já, e sentir-lhe a inteireza...
Volta a olhá-la, num olhar cada vez mais semi-cerrado, enquanto mordisca o lábio inferior, sussurando-lhe o fulgor em que se encontra por dentro.
O interior das coxas de M. estão expostas abertamente; ela percorre-as rapidamente, aperta-as e sente-se a pingar a manta que a acaricia por baixo. Os mamilos pedem-lhe alguma atenção, que ela lhe dedica sem esperar: segura-os e mostra-os a C., que os deseja há muito... Abraça os seios com força, sente-os quentes de um prazer indescritível. Revigora os movimentos com que massaja o corpo, de novo a barriga, as pernas, a cintura para de imediato agarrar no pedaço mais proibido. A manta continua húmida e ela recebe na mão o líquido que permite todas as aventuras. Brinca consigo mesma, tentando atrasar tanto quanto possível o mergulhos dos dedos por si adentro. Contorna-se, abre-se e fecha-se em movimentos pélvicos, enquanto devolve a C. um olhar de partilha profunda. Estão ambos entusiasmados... ... Ela alimenta-se do seu próprio sabor meio salgado. Lambe-se gulosamente.
C. mantém-se firme e seguro de si mesmo. Quer possuí-la com as suas próprias mãos. Freneticamente se ampara, se grita, se chupa simbolicamente. Ela entrega-se á exploração de cavidades impróprias, para sentir o êxtase do aperto. Ele levanta-se e coloca-se na sua frente. M. sorri como quem consente recebê-lo por perto. Está sedenta de qualquer coisa que lhe purifique a pele e lhe acalme a boca. Esfrega-se, alternando mãos e cavidades e pontas dos dedos numa acção massacrante. Escorre bastante ao sentir o cheiro de C. tão perto do nariz. Ele grunhe dizendo do prazer que sente e que se avizinha pleno. Contra as regras enunciadas ela abre-lhe a boca e toma-o de assalto, engolindo-o na perfeição. Ele solta um suspiro de agradecimento e de prazer, e ela, olha-o nos olhos mostrando o quanto está pronta para trocar pelas mãos dele, as suas dentro de si...
- Ah sim!? E qual é?
- Gostaria que hoje fizessemos amor sem nos tocarmos um ao outro...
- Humm! ...
- Aceitas?
- Pode ser complicado, mas ... aceito o desafio.
(Sorriem um para o outro, cúmplices de um desejo comum.)
O corpo longo e forte dele, entretanto exposto sem reservas, abandona-se no leito perfumado de lavanda e rosmaninho, e uma cadeira larga e confortávelmente vestida por uma manta felpuda e quente, repousa delicadamente no chão do quarto, pronta a recebê-la a ela, como num abraço caloroso. Ele assinala quando ela entra núa, que quer ainda perguntar alguma coisa, mas logo percebe que nada mais há a dizer a partir dali, tão claro é o gesto do seu olhar penetrante... Os brilhos lânguidos ao mesmo tempo que apaixonados dos olhares de ambos entrecruzam-se, cumprimentando-se directamente. Está aberta a cena, sobem o pano do palco que os rodeia e lhes serve de base – jogarão o jogo do amor! Entregam-se mutuamente num encanto que só os verdadeiros amantes conhecem.Alguns segundos dedicados aos acertos dos ritmos respiratórios dão lugar a que M. entreabra os seus lábios, humedecendo-os delicadamente para logo fazer um movimento de deglutição inevitável da água que, entretanto, lhe brotava fresca e silenciosa, dentro da boca. C. continua a olhá-la nos olhos, apreciando-lhe a infinita beleza: “Esta mulher é extraordinária”, pensa em segredo. Sorri-lhe e inicia o passear pelo seu próprio corpo, tomando a medida das suas pernas, que sabe que ela tanto deseja. Longas, fortes e musculadas, apercebe-se de que são, de facto, enormemente atraentes. Rodeia os joelhos, abraçando cada um por sua vez, com ambas as mãos, e massája-os obtendo com esse movimento uma renovação de energia. Prende-se nas coxas que esfrega com gestos dinâmicos, aquecendo-se a si mesmo. Ela mostra-se imperturbável, pelo menos aparentemente. Voltam a sorrir...
M. beija a sua boca, levando a língua a calcorrear cada dente, cada recanto, cada ressalto do palato, da caverna milagrosa. A minúcia com que percorre tão profunda gruta, bem como o calor sereno que sente por dentro, mostram a si mesma o quanto é agradável para ele ter-se dentro dela, quando o abocanha com ternura e lhe permite que lá more por tempo indeterminado. Volta a molhar os lábios, agora olhando C. provocantemente. Ele sente um calafrio e solta um leve “Humm!”, fazendo um movimento para a frente como quem se insinua e lhe diz, quero entrar ai.
Unhas pintadas de vermelho escuro, em mãos previamente hidratadas e macias, são usadas agora para excitar a pele do tronco, e seios e ancas e pernas. Quase pode ouvir-se o ruído que fazem nos poros da alma de ambos. Ela respira fundo, tentando controlar a sofreguidão em que está prestes a cair. Mas, o ritmo de ambos deve ser mantido. Retorna as mãos acima, e delineia com precisão e cuidado, os laterais que contornam a cintura, bem marcada. Deixa-as escorregar naturalmente pelos abdominais e detém-se neles, aconchegando a sua respiração. Observando C., segue-lhe uma das mãos que se enche de frutas maduras, recheadas de seiva quente e doce. Ele aperta-se devagar, ao mesmo tempo que leva a outra mão à boca, molhando-se nos dedos... Está erecto, vermelho, pulsante. Contudo, aguarda-se para mais tarde.
Os cheiros do prazer antecipado, enriquecem o ambiente. As peles transpiram, pulverizando o ar, humedecendo-o, refrescando-o tanto quanto o tornam apetecível...
Ele chega agora à sua dura barriga, trabalhada com afinco para que a possa carregar ao colo, e sente-lhe o poder. Não resiste a tocar-se entretanto, tentando experimentar o que sabe que ela aprecia: a suavidade da pele do seu membro na ponta dos dedos. Sente as cócegas leves que o arrepiam e o deixam sem alternativa. È preciso agarrá-lo já, e sentir-lhe a inteireza...
Volta a olhá-la, num olhar cada vez mais semi-cerrado, enquanto mordisca o lábio inferior, sussurando-lhe o fulgor em que se encontra por dentro.
O interior das coxas de M. estão expostas abertamente; ela percorre-as rapidamente, aperta-as e sente-se a pingar a manta que a acaricia por baixo. Os mamilos pedem-lhe alguma atenção, que ela lhe dedica sem esperar: segura-os e mostra-os a C., que os deseja há muito... Abraça os seios com força, sente-os quentes de um prazer indescritível. Revigora os movimentos com que massaja o corpo, de novo a barriga, as pernas, a cintura para de imediato agarrar no pedaço mais proibido. A manta continua húmida e ela recebe na mão o líquido que permite todas as aventuras. Brinca consigo mesma, tentando atrasar tanto quanto possível o mergulhos dos dedos por si adentro. Contorna-se, abre-se e fecha-se em movimentos pélvicos, enquanto devolve a C. um olhar de partilha profunda. Estão ambos entusiasmados... ... Ela alimenta-se do seu próprio sabor meio salgado. Lambe-se gulosamente.
C. mantém-se firme e seguro de si mesmo. Quer possuí-la com as suas próprias mãos. Freneticamente se ampara, se grita, se chupa simbolicamente. Ela entrega-se á exploração de cavidades impróprias, para sentir o êxtase do aperto. Ele levanta-se e coloca-se na sua frente. M. sorri como quem consente recebê-lo por perto. Está sedenta de qualquer coisa que lhe purifique a pele e lhe acalme a boca. Esfrega-se, alternando mãos e cavidades e pontas dos dedos numa acção massacrante. Escorre bastante ao sentir o cheiro de C. tão perto do nariz. Ele grunhe dizendo do prazer que sente e que se avizinha pleno. Contra as regras enunciadas ela abre-lhe a boca e toma-o de assalto, engolindo-o na perfeição. Ele solta um suspiro de agradecimento e de prazer, e ela, olha-o nos olhos mostrando o quanto está pronta para trocar pelas mãos dele, as suas dentro de si...
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
9.
Cabelos negros, compridos, escorrendo costas abaixo são delicadamente lavados pelas mãos grandes e sábias do homem a quem se entregou há minutos atrás. Rolam beijos de carinho em troca da suave passagem do sabonete pelo seu corpo redondo, pequeno, feminino, em vez de palavras desnecessárias que jamais expressariam o requinte único do sabor adocicado, líquido, que ainda guarda na boca... é tempo de retempero, de permanência, de partilha do sémen da vida adulta.
Acordaram cedo para se amar de novo, para provar um ao outro que se querem, que se desejam, que se buscam em recantos de coxas, nádegas, bocas sedentas calorosas. Exploram-se nos dedos que percorrem o interior dela e na forma como a língua molhada se desembaraça ao rodear-lhe o centro de tudo. Ela abocanha-o provocantemente e ele assiste vendo de cima, exultando-a, pedindo-lhe mais, movimentando-se, dando-lhe o ritmo que quer. A boca fechada acompanha com satisfação. Gosta de o ver gozar. Ela sabe que para além dos seios, a boca é a fonte de todas as delícias. Ambos se jogam nos trunfos que trazem de experiências passadas, traçando as pernas enquanto se preparam para a eterna luxúria.
Atracam-se um no outro e partilham o comando dos movimentos quase quase violentos, vigorosos, frenéticos, em busca de oferecer mais e mais ao amante que pretendem que fique. Querem dar e receber na mesma e exacta medida. Esmeram-se na fornicação real, enquanto fantasiam com voos negros ainda por explorar. Ela promete cabedal, chicote e máscara; ele, promete submissão, obediência... Ela dá-lhe o traseiro e move as ancas largas, pedindo-lhe que a esmague contra si: o prazer que experimenta deixa-a louca, transporta-a para um lugar de enorme fascínio. O rio que a alaga e pinta de branco, escorrendo pernas abaixo, não engana quanto ao deleite vivído... Ele elouquece chegando ao suor que pinga corpo abaixo, transformando-se numa esponja molhada de óleo natural que hidrata as peles de ambos e permite o desenvolver do momento. É hora de orgasmos múltiplos, delirantes, simultâneos. São dois animais em guerra aberta e transparente pelo poder da reciprocidade. Quase disputam a alma para que, na entrega do corpo, se presenteiem com o melhor que sabem possuir, cada um deles, para amar o outro...
Acordaram cedo para se amar de novo, para provar um ao outro que se querem, que se desejam, que se buscam em recantos de coxas, nádegas, bocas sedentas calorosas. Exploram-se nos dedos que percorrem o interior dela e na forma como a língua molhada se desembaraça ao rodear-lhe o centro de tudo. Ela abocanha-o provocantemente e ele assiste vendo de cima, exultando-a, pedindo-lhe mais, movimentando-se, dando-lhe o ritmo que quer. A boca fechada acompanha com satisfação. Gosta de o ver gozar. Ela sabe que para além dos seios, a boca é a fonte de todas as delícias. Ambos se jogam nos trunfos que trazem de experiências passadas, traçando as pernas enquanto se preparam para a eterna luxúria.
Atracam-se um no outro e partilham o comando dos movimentos quase quase violentos, vigorosos, frenéticos, em busca de oferecer mais e mais ao amante que pretendem que fique. Querem dar e receber na mesma e exacta medida. Esmeram-se na fornicação real, enquanto fantasiam com voos negros ainda por explorar. Ela promete cabedal, chicote e máscara; ele, promete submissão, obediência... Ela dá-lhe o traseiro e move as ancas largas, pedindo-lhe que a esmague contra si: o prazer que experimenta deixa-a louca, transporta-a para um lugar de enorme fascínio. O rio que a alaga e pinta de branco, escorrendo pernas abaixo, não engana quanto ao deleite vivído... Ele elouquece chegando ao suor que pinga corpo abaixo, transformando-se numa esponja molhada de óleo natural que hidrata as peles de ambos e permite o desenvolver do momento. É hora de orgasmos múltiplos, delirantes, simultâneos. São dois animais em guerra aberta e transparente pelo poder da reciprocidade. Quase disputam a alma para que, na entrega do corpo, se presenteiem com o melhor que sabem possuir, cada um deles, para amar o outro...
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
8.
O copo que há pouco fui buscar à casa de banho para te dar de beber, para te purificar e voltar a humedecer as teias respirantes quase secas do tabaco que fumaste em tempos e cheias de entulho dos prazeres que adiaste até hoje mais das dores que nunca sofreste, entornou-se. Bateste-lhe com o pé que não te cabe na cama, porque ela não foi desenhada para homens do teu tamanho. Eu, stresso só um bocadinho porque não estou em minha casa e, logo corro, solícita, para tentar emendar o erro que não foi meu dizendo que corro para te proteger.
(Tu sabes que minto, não sabes? Que lá bem no fundo, talvez seja eu quem aldraba?)
A toalha absorve o líquido e disfarça o momento. É daquelas que, como há muita gente, era capaz de jurar que nunca nos viu por ali. Pagam-lhe para isso e ela apresenta-se imaculada, pura, fresca e suave, e presta-se a ser usada. Obedece.
Restos dos morangos que comemos na brincadeira repousam na caixa plástica e, de novo, nos envolvemos. Fazemos amor, como tu dizes. Eu concordo. Aliás, concordo com imensas coisas que me tens dito, mesmo que tu não gostes que diga que tens razão. Eu acho que tens razão e permite-me que insista em dizer o que penso, nem que seja pela famosa teimosia que, pelos vistos, faz parte intrínseca do meu nome próprio.
Deliciei-me contigo, desta vez. Não me recordo se já te tinha dito que gosto muito do teu jeitinho. Da maneira como representas o papel de amante, amigo e companheiro. Surpreendes-me quando me pedes para que façamos amor a olhar nos olhos um do outro. É curioso. É daquelas coisas que, depois de a teres sugerido, eu percebo que sempre pensei nisso e, contudo, nunca o tinha feito ou vivido dessa maneira. Senti-me a perder mais um pedaço do medo que me resta, ao mesmo tempo que te auscultava (e a tu mim, também), te procurava mais fundo nas tuas verdades secretas, ocultas. Fomos dois animais em luta renhida pelo poder que, pelos vistos, cada um de nós faz questão de ter no outro.
Desafiaste-me.
Mexo-me com todo o meu carinho e procuro mostrar-te como estou em forma, fisicamente. Como te desejo ardentemente.
Gozo contigo, cavalgando-te lenta e amorosamente para, na sequência de 3 ou 4 beijos escaldantes te por, finalmente, a sofrer.
Os guinchos que queres soltar estão um pouco presos, mas eu ouço-os já ao longe e faço-os soar mais alto com o movimento das minhas ancas. Bem ritmado agora, com força e depressa. Tu finalmente desintoxicas-te, tosses vigorosamente, vens-te para dentro do preservativo verde que me deixa uma sensação de frescura muito agradável. Sinto o teu bombear lá dentro e penso que te quero matar para que sejas meu por inteiro e em definitivo.
Aguenta-te amor!
Aguenta-te!
Sigo a foder-te com mais vigor ainda, gozo em pleno e tu, vens-te de novo, passados apenas alguns segundos. Eu sinto que te tenho comigo para sempre. És eterno em mim, creio que já suspeitavas. Eternizo-me em ti nesse instante, ao devolver-te o tempo que me pedes. Estás incrédulo, espantado e a borrar-te de medo por dentro. Tosses ainda mais como quem procura alívio e libertar-se das limalhas finíssimas que te entompem, que te corroiem aos poucos e te têm feito desitir lentamente de ti.
Levanto-te, abraço-te, cuido de ti em seguida.
Espero que te recomponhas pois sei que os regressos costumam ser atribulados. Acredita que nunca mais serás o mesmo depois desta experiência.
Deita-te agora no meu colo, descansa e ouve-me. Tenho algo muito importante para te dizer.
Estou a amar-te!
(Tu sabes que minto, não sabes? Que lá bem no fundo, talvez seja eu quem aldraba?)
A toalha absorve o líquido e disfarça o momento. É daquelas que, como há muita gente, era capaz de jurar que nunca nos viu por ali. Pagam-lhe para isso e ela apresenta-se imaculada, pura, fresca e suave, e presta-se a ser usada. Obedece.
Restos dos morangos que comemos na brincadeira repousam na caixa plástica e, de novo, nos envolvemos. Fazemos amor, como tu dizes. Eu concordo. Aliás, concordo com imensas coisas que me tens dito, mesmo que tu não gostes que diga que tens razão. Eu acho que tens razão e permite-me que insista em dizer o que penso, nem que seja pela famosa teimosia que, pelos vistos, faz parte intrínseca do meu nome próprio.
Deliciei-me contigo, desta vez. Não me recordo se já te tinha dito que gosto muito do teu jeitinho. Da maneira como representas o papel de amante, amigo e companheiro. Surpreendes-me quando me pedes para que façamos amor a olhar nos olhos um do outro. É curioso. É daquelas coisas que, depois de a teres sugerido, eu percebo que sempre pensei nisso e, contudo, nunca o tinha feito ou vivido dessa maneira. Senti-me a perder mais um pedaço do medo que me resta, ao mesmo tempo que te auscultava (e a tu mim, também), te procurava mais fundo nas tuas verdades secretas, ocultas. Fomos dois animais em luta renhida pelo poder que, pelos vistos, cada um de nós faz questão de ter no outro.
Desafiaste-me.
Mexo-me com todo o meu carinho e procuro mostrar-te como estou em forma, fisicamente. Como te desejo ardentemente.
Gozo contigo, cavalgando-te lenta e amorosamente para, na sequência de 3 ou 4 beijos escaldantes te por, finalmente, a sofrer.
Os guinchos que queres soltar estão um pouco presos, mas eu ouço-os já ao longe e faço-os soar mais alto com o movimento das minhas ancas. Bem ritmado agora, com força e depressa. Tu finalmente desintoxicas-te, tosses vigorosamente, vens-te para dentro do preservativo verde que me deixa uma sensação de frescura muito agradável. Sinto o teu bombear lá dentro e penso que te quero matar para que sejas meu por inteiro e em definitivo.
Aguenta-te amor!
Aguenta-te!
Sigo a foder-te com mais vigor ainda, gozo em pleno e tu, vens-te de novo, passados apenas alguns segundos. Eu sinto que te tenho comigo para sempre. És eterno em mim, creio que já suspeitavas. Eternizo-me em ti nesse instante, ao devolver-te o tempo que me pedes. Estás incrédulo, espantado e a borrar-te de medo por dentro. Tosses ainda mais como quem procura alívio e libertar-se das limalhas finíssimas que te entompem, que te corroiem aos poucos e te têm feito desitir lentamente de ti.
Levanto-te, abraço-te, cuido de ti em seguida.
Espero que te recomponhas pois sei que os regressos costumam ser atribulados. Acredita que nunca mais serás o mesmo depois desta experiência.
Deita-te agora no meu colo, descansa e ouve-me. Tenho algo muito importante para te dizer.
Estou a amar-te!
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
7.
Estamos sentados frente a frente, nús, cansados. Acabámos de fazer amor e eu desenho-te suavemente os contornos do rosto com a ponta dos meus dedos, enquanto tu, ajoelhado no chão, me abraças pela cintura e fechas os olhos. “Nem imaginas a quantidade de vezes que já fiz isto na fotografia que guardo de ti...”, murmuro como quem diz qualquer coisa a medo! Tu, fazes-me sentir que sonhas como quem esperava por aquele momento de ternura, por aquele momento de recobro, de descoberta, de devolução de amor puro e sereno. Abraçamo-nos de seguida e eu digo-te “...queria que este momento fosse eterno. Para mim é eterno...”. O teu abraço suave e seguro e o teu silêncio tão cheio deixam-me emocionada. Deveras emocionada... Logo te levantas e vais buscar a taça de amoras e uvas que tinha preparado para nós para que as comamos juntos. “Hum! as uvas são boas!”. Dás-me algumas à boca e sentamo-nos no chão da sala ainda em descanso, num namoro precioso. Admiramo-nos mutuamente nas belezas reais que somos e transportamos e, és tu agora quem me desenha os seios, tão terna e docemente. Ouço-te dizeres-me “Que bela és, minha querida!” ...
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
6.
...os beijos são dados uns atrás dos outros.
as bocas não param de se alimentar mutuamente das salivas trocadas e é-lhes díficil a separação. querem-se de verdade e sem razão. querem-se na loucura do amor e do sexo ardente.
da paixão.
as mãos de cada um não conseguem acalmar-se e arrastam-se corpos afora, por entre camisolas meio vestidas. suspiram, respiram o ar que transpiram ambos para se inalarem até á exaustão. para ficarem com as almas impregnadas dos cheiros característicos de cada um.
as peles reconhecem-se. são as justas. são as certas, indiscutivelmente criadas uma para a outra...
...os beijos são dados uns atrás dos outros.
ele levanta-lhe as saias e sente-lhe as coxas.
aperta-as. estimula-as. sente-as quentes.
ela abre-lhe as calças. sente-o inquieto. pulsante.
apetecem-se...
as bocas não param de se alimentar mutuamente das salivas trocadas e é-lhes díficil a separação. querem-se de verdade e sem razão. querem-se na loucura do amor e do sexo ardente.
da paixão.
as mãos de cada um não conseguem acalmar-se e arrastam-se corpos afora, por entre camisolas meio vestidas. suspiram, respiram o ar que transpiram ambos para se inalarem até á exaustão. para ficarem com as almas impregnadas dos cheiros característicos de cada um.
as peles reconhecem-se. são as justas. são as certas, indiscutivelmente criadas uma para a outra...
...os beijos são dados uns atrás dos outros.
ele levanta-lhe as saias e sente-lhe as coxas.
aperta-as. estimula-as. sente-as quentes.
ela abre-lhe as calças. sente-o inquieto. pulsante.
apetecem-se...
domingo, 4 de novembro de 2007
5.
A testa tem-na franzida e o suor escorre-lhe lentamente pelo lado do rosto pingando gota a gota sobre os ombros nús, que balanceiam ao ritmo que ela impõe. Ele adora tê-la sentada ao seu colo rindo e rodopiando-se, controlando o seu prazer, o de ambos, a cena. Pode vê-la gozar-se de si com os seios dançantes que apalpa e beija e mordisca e abraça contra o seu peito quente...
Agarra-lhe as nádegas com força, com as mãos gulosas completamente abertas e auxilia-a nos movimentos para que o ritmo se torne mais intenso, cada vez mais forte tornando a penetração mais funda. Ela grita, geme, delira de prazer desenfreado e ele, fechando os olhos, entrega-se totalmente ao acontecimento deleitoso mesmo sabendo que, a continuar assim, não vai aguentar muito mais. “Pára um pouco querida, pára um pouco!”
Descontraiem-se ambos num segundo, olham-se e beijam-se apaixonadamente. O movimento é agora mais lento, mais suave, mais amistoso. Ela sopra-lhe o rosto enquanto lhe diz ao ouvido: “Adoro amar-te!”
As línguas voltam a enrolar-se uma na outra repetindo o que querem, o que os torna íntimos. A loucura recomeça.
Afastam-se um pouco e ele concentra-se a observar o movimento delicioso que a sua amante consegue fazer tão disciplinadamente com a musculatura vaginal, sugando o seu pénis no vai-vem sempre novo e prazeroso. Ela está feliz. Sente-se plena por estar a ser apreciada pelo seu amado – o homem que deseja como a nenhum outro. Ele aprecia-lhe o desembaraço e a forma voluptuosa tanto quanto afável com que se mostra e entrega ao acto sexual tornando-o de cada vez, quase original, mas agora, quer tornar-se o seu senhor supremo e com determinação segura-a de novo pela cintura e dá-lhe sinal de que vão mudar de posição. “Estás pronta? Vira-te querida. É a minha vez!”
Imediatamente ela cede e transforma-se numa mulher submissa. Beija-o com carinho enquanto se levanta, para logo de seguida, ainda que com ar atrevido, se espreguiçar com doçura no sofá. Empina-lhe o traseiro provocantemente que ele penetra de uma vez só, para logo lhe mostrar a sua força, o seu vigor. É poderoso! É poderoso!
O suor volta a pingar e a cair nas costas dela o que a estimula ainda mais a tocar-se ao mesmo tempo que o atiça para que lhe dê com mais força e depressa. “Força querido, não páres! Força. Quero mais, quero mais. É delicioso!”
Ele sente-se realizado e vivo como nunca e grita mais alto o seu gozo quando desata a rir à gargalhada palmando-lhe as nádegas roliças e brincando com elas...
A noite segue lá fora, luar e estrelas adentro ... os amantes ....
Agarra-lhe as nádegas com força, com as mãos gulosas completamente abertas e auxilia-a nos movimentos para que o ritmo se torne mais intenso, cada vez mais forte tornando a penetração mais funda. Ela grita, geme, delira de prazer desenfreado e ele, fechando os olhos, entrega-se totalmente ao acontecimento deleitoso mesmo sabendo que, a continuar assim, não vai aguentar muito mais. “Pára um pouco querida, pára um pouco!”
Descontraiem-se ambos num segundo, olham-se e beijam-se apaixonadamente. O movimento é agora mais lento, mais suave, mais amistoso. Ela sopra-lhe o rosto enquanto lhe diz ao ouvido: “Adoro amar-te!”
As línguas voltam a enrolar-se uma na outra repetindo o que querem, o que os torna íntimos. A loucura recomeça.
Afastam-se um pouco e ele concentra-se a observar o movimento delicioso que a sua amante consegue fazer tão disciplinadamente com a musculatura vaginal, sugando o seu pénis no vai-vem sempre novo e prazeroso. Ela está feliz. Sente-se plena por estar a ser apreciada pelo seu amado – o homem que deseja como a nenhum outro. Ele aprecia-lhe o desembaraço e a forma voluptuosa tanto quanto afável com que se mostra e entrega ao acto sexual tornando-o de cada vez, quase original, mas agora, quer tornar-se o seu senhor supremo e com determinação segura-a de novo pela cintura e dá-lhe sinal de que vão mudar de posição. “Estás pronta? Vira-te querida. É a minha vez!”
Imediatamente ela cede e transforma-se numa mulher submissa. Beija-o com carinho enquanto se levanta, para logo de seguida, ainda que com ar atrevido, se espreguiçar com doçura no sofá. Empina-lhe o traseiro provocantemente que ele penetra de uma vez só, para logo lhe mostrar a sua força, o seu vigor. É poderoso! É poderoso!
O suor volta a pingar e a cair nas costas dela o que a estimula ainda mais a tocar-se ao mesmo tempo que o atiça para que lhe dê com mais força e depressa. “Força querido, não páres! Força. Quero mais, quero mais. É delicioso!”
Ele sente-se realizado e vivo como nunca e grita mais alto o seu gozo quando desata a rir à gargalhada palmando-lhe as nádegas roliças e brincando com elas...
A noite segue lá fora, luar e estrelas adentro ... os amantes ....
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