quarta-feira, 23 de maio de 2012

14. O cheiro a coentros frescos, misturado com azeite quente, alho e sumo de limão recorda-me a nossa viagem no meio da cozinha no Verão passado. Deixámos as almas escaldarem, quase enlouquecer de espera, fingindo durante o jantar que nada da ordem da luxúria nos tinha feito, de novo, encontrar! Mascarámo-nos por igual de simples crianças inocentes, isentas do mínimo conhecimento das causas da carne. Comemos peixe e queijos enquanto tomámos um vinho gelado na esperança de que nos pudéssemos tornar heróis, ao menos por uma noite. Nenhum de nós quis admitir a sua fraqueza. O poder que o sexo e o prazer estonteante exercem sobre a racionalidade que teimamos em salvaguardar. Quisémos mentir-nos descaradamente! Lembro-me da tua expressão meio atrapalhada dizendo, mais tarde, que não seria adequado entrares porta dentro já com as calças abertas, nem tão pouco lançares-te aos meus seios antes mesmo de me dares os cumprimentos da praxe! “Que pena!”, terei dito a sorrir... A cadeira colocada junto à parede valeu-te de amparo na cavalgada desesperada que me serviu de gozo puro! O teu fascínio de animal feroz deu-me a energia adequada para te levar para lá da tua servidão habitual. As roupas misturadas entre loiça por lavar, os suores brilhantes dos corpos a perfumar o ambiente tornando-o outro, não deixavam dúvidas de que a fome que tínhamos naquela noite, era apenas de nós os dois, juntos, fundidos, ligados até às entranhas bem fundas da nossa humanidade selvática! Uma e outra vez assumiste-te delirante! As mãos não chegavam para me conteres, a boca aberta querendo calar ao mesmo tempo que abrir palavras de estímulo, entusiasmadas perfeitas, despudoradas! Beijos uns atrás dos outros, sedentos, esfomeados, tremendos! As pernas entrelaçadas seguravam-me com a força necessária para me aguentar em perfeito descontrole. Os braços fortalecidos pelo desejo levaram-me ao colo até ao quarto, sempre sempre em perfeita fusão! Parecíamos um só, nos corpos colados até à exaustão! Cheirava a coentros frescos. Sabias a doce de laranja amarga, um dos meus preferidos. À sobremesa, voltámos à embriaguez dos corpos até adormecermos para sempre.

sábado, 17 de setembro de 2011

13.

Idalina não precisa de muitas extravagâncias para se sentir plena e ao rubro.
Quem já a conhece, sabe que é fervorosa sem dúvida, contudo desenganem-se aqueles que, por se assustarem com a sua libido sempre pronta, receiam que lhes bata ou que precise de artifícios macabros para se excitar. Idalina satisfaz-se com espontaneidades!

Comprou há tempos um chicote numa lojeca de acessórios eróticos, por achar piada ao objecto em si. Sempre sentiu um certo fascínio por materiais naturais, animalescos - a pele chama-lhe a atenção! A pele...a pele que a envolve, macia, suave, dourada. A pele do outro, cheirosa a macho, igualmente suave, transpirada, sedosa, quente! Sente um prazer especial em gravar na ponta dos seus dedos cada poro da pele alheia. Em ser beijada, desenhada, esculpida na sua própria pele, tatuada com a energia masculina do outro que a despe de repente e a deixa nua, exposta ao seu olhar desejante...

Simples, Idalina aguarda pela oportunidade de brincar com o seu chicote! Já se imaginou a desafiar alguém para ir ao seu encontro, num dia inesperado sem qualquer propósito ou com um pretexto estúpido, para surpreender à chegada - imediatamente à chegada, sem perder um segundo! Estará despida a rigor, apenas com uma tanga vermelha, descaradamente apelativa, de pernas moldadas pelos saltos mais altos que conseguir aguentar e os seios e cintura bem marcados por um corpete de cetim preto. O chicote na boca, lânguida... Não dirá nada! Ele só a verá à luz das velas que, espalhadas pela casa envolverão o momento de pura luxúria!

Espontaneidades...

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

12.

...esfrego as mãos encaloradas, desprovidas de qualquer pudor nos pensamentos que transportam na ponta dos dedos. escrevo.

foi quinta feira de madrugada que me apercebi do teu cheiro intenso a romãs doces, quando te acordei num beijo lânguido na extremidade do teu sexo pulsante. estavas quente, à espera da minha boca, do meu desejo, do meu corpo inteiro. querias-me logo cedo, antes de mais, antes de tudo...sorrio baixinho ao lembrar a tua mão atrevida colocada sem reservas nas minhas nádegas largas, redondas e, na ponta dos dedos atravesso o teu sabor a sal, aquele que me trazes de novo à boca depois de te teres banhado no rio profundo que é o meu. queres-me tua, de todas as maneiras. dou-te-me, mostro-me-te para que me olhes esfregando o sexo. derretes-te de prazer, acendes-te ainda mais no desespero por me possuíres de costas voltadas para ti. espera.

arde um fogo lento, nas curvas acentuadas que me moldam a figura.
fode-me agora, de uma vez só. atira-te de cabeça aos meus seios enquanto me sento em ti, me abraço, me fundo até me perder de vista. sofres de prazer. não dá tempo. o espaço entre nós deixou de existir. não aguentes, não te forces...segue-te no clímax que se anuncia. permanece para lá do tempo...deixa-te voar mais alto.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

11.

Sinto-me sedenta de ti, confesso!
Daquele abraço que me envolveu a alma depois de tudo...Tudo.

És engraçado na forma que tens de te mostrares distraído, qual fingidor de sorrisos atrevidos banhados de fantasias insanas, impuras, diabólicas ou, até mesmo, perversas! Gostas de sentir que te torno no actor principal de um filme só nosso. Queres dar-me os motes certos para que escreva o guião com a ponta da língua nos teus locais secretos – aqueles que te fazem rir de prazer quando os descubro. Aqueles que teimosamente beijo com os lábios humedecidos pelas salivas que guardo, dos dois, dentro da minha boca. Adoro quando te sinto surpreendido pelo gozo que, de repente, te tira do sério e te leva a voar para além de ti mesmo. És único...

Não sei, entretanto, se já te tinha dito da lágrima que observaste correr-me cara abaixo naquela noite, mas vou contar-te dela agora. Há lugares que me fascinam, de entre eles Aquele que experimentámos juntos num momento quase-indizível... senti a minha pele trespassada pela tua, revestindo-me de pigmentos escurecidos pela genética extraordinária com que a Natureza te premiou. Bem perto do meu ouvido, escutei-te o tremor da fusão que num golpe só me inundou de ti e nos tornou num vaso de barro esculpido por mãos soberanas...transcendi-me! Aquele abraço envolveu-me a alma...segura(-me)!

És exímio na arte de comunicar o que sentes com o teu corpo! És grande nos movimentos precisos, fortes, determinados com que chicoteias o meu, literalmente. Fazes-me sede...confesso! Gosto de me palpar escorrendo do suor com que me banhas e me refrescas. Gosto que gostes de me ouvir gritar. Gosto que me mintas no ritmo que me pedes, mas que não te atreves a chamar teu! Gosto que me obrigues a desafinar, a perder a pose, a usar todas as palavras de uma só vez! Todas-as-Palavras...Confesso.


sexta-feira, 15 de julho de 2011

10.

Elevo de novo as mãos, erguendo-as na direcção do Céu. Do infinito.
O gesto é de Gratidão pelo prazer experimentado. Arrebatador!
Enlouqueces-me...

Vens de mansinho, pela calada da noite, quando já ninguém te espera.
Dizes-te inocente, talvez até incrédulo: resistes a perceber o Poder que a tua Cor me inspira.
Não te lembras do calor que vivemos noutro dia – aquele que nos fez suar em bica a propósito de coisa nenhuma? Não te lembras que te dei de beber do rio que me alagava, que corria depressa depressa sem que eu mesma conseguisse travá-lo?

Envolves-me completamente no corpo gigante que tens, e que abarca o meu Todo, Todo... que me torna numa pecadora feroz, sem amarras, sem pudores por cima dos lençóis que deixas marcados da tua desfaçatez!

Enlouqueces-me quando me encaras com esse olhar animalesco, de quem se sente desafiado e quase-se-deixa-tornar o Deus que podes Ser de vez em quando. Quando me sussurras ao ouvido que me queres tanto, que te excito para lá da linha que traçaste como segura, possível. Quando me dizes que te cavalgo como ninguém.

Não te lembras do calor da minha boca nos teus dedos? E do som do meu gemer estonteado?
Das palavras impuras que pronunciamos só para nós – aquelas que isoladas não querem dizer nada nada? E Tudo, Quase-Tudo, ditas de uma só vez pela Boca Única que formamos?!

Quero fundir-me a ti e mudar de cor, também. Quero pintar-me de negro para me riscares de giz. Quero escrever-te para te fixar em mim.

As palavras nas mãos as bocas nas palavras os dedos entrelaçados os orgasmos vividos até ao fim.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

09.

tentarei descrever as tuas mãos, amor...



linha a linha, gesto e cor

feixes de luz energética que perpassam a alma de mim

lápis de seda escrevendo no papel rugoso da minha pele

os teus dedos.

toque

toque

batem-me à porta do coração. despem-me sempre que avançam na minha direcção.

desmaquilham-me de lembranças

desfiguram as memórias de outros dedos. transtornam-me



tomam conta do meu corpo como se amputadas de ti

passassem a ser minhas também.

as tuas mãos, amor...



deslizam dentro do vagão procurando o tesouro do meu gemido

suplico-tas!

sexta-feira, 5 de março de 2010

08.


Recebe-me de braços abertos quando terminar este banho.
Limpa-me a água restante com a tua pele morena
e...


devora-me!
......................................................
Quero voltar para dentro desta espuma de cheiro
e adormecer no seu calor envolvente!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

07.

De cada vez que me ordenas que me abra para ti, que me te dê sem reservas, sinto-me tomada de Fé! Acredito, nessas ocasiões, que tens um pacto com Deus; um pacto que não revelas porque é segredo, mas que me faz seguir religiosamente os teus pedidos sem pestanejar!
Aqui me tens, preparada de novo para que me desvendes por dentro e me abocanhes como só tu sabes fazer (e só a ti permito, com tanto despudor!).

Ajoelha-te diante de mim, coloca de novo os braços na posição perfeita, apoia-te e chega-te ao meu centro!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

06.



Em 2010...

Conta-me histórias de encantar!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

05.

gosto do inesperado
...
de ouvir as tuas mãos queixarem-se do desafio que sentem
ao quererem, sem conseguir, abarcar todas as minhas nádegas de uma só vez...
...
roda-las acima e abaixo
e de novo as fixas na ponta dos dedos procurando gravar
(como que a laser)
os traços da minha pele nas polpas macias, não vás ficar cego
(de cegueira malfadada, perdida, desnorteada)
e esquecer-te das curvas que desavergonhadamente mostro ao passar por ti
na rua
...

gosto do provocado
...
das putices que me sussuras sem dizeres palavra
enquanto me roubas a língua e a colocas a sugar a tua
mais da contracção que promovo no teu abdómen, quando a ele me encosto
à procura do consolo para me satisfazer
...

gosto do grito que te faz transpirar
e do sabor das gotas do teu suor contido.

gosto do teu sexo
que me dedilha a alma toda
e se lambusa sem preconceitos até à minha rendição.

Toma-me!

terça-feira, 12 de maio de 2009

04.

A noite estava meio cálida.
Havia decorrido algum tempo sem estarem juntos – o tempo necessário e suficiente para terem intensificado o desejo de voltarem a unir-se, fisica e emocionalmente, no abraço preferido de ambos. Aquele que é só deles e que os envolveu no primeiro encontro deixando claro o fascínio terno que os entrelaçou.
Desta vez, para honrar devidamente o clima de paixão e ternura que os mantém juntos – ligados – optaram por ser originais! Ele resgatou um camião a um amigo seu, de folga nessa noite, e ela, com os olhos a brilhar pela aventura, esperou-o qual moça da noite numa qualquer rotunda sombria na qual ele lhe disse que a apanharia para voarem juntos, asfalto fora noite adentro...
O beijo que trocaram terá soado insuspeito aos olhos de quem passou e observou a cena do embarque. Um beijo frio, técnico, dado por dois seres desconhecidos que apenas tinham agendado fazer companhia um ao outro, numa “noite de trabalho” mútuo. O rádio manteve-se ligado numa estação superficial, rodando canções de um sempre banal, pouco ou nada convidativo a mais do que cantorias desafinadas timbradas pelas vozes dele ou dela, à vez, pois a intimidade que dá lugar ao diálogo estava perfeitamente disfarçado de ausente pelos dois protagonistas em presença. Diria que ambos sonharam um dia obter o papel principal num filmezeco de segunda categoria e, como tal, vestiram a rigor as indumentárias específicas que identificariam sem dúvida cada um deles, na apresentação inicial da película.
Ela, de vestido negro colado ao corpo decotado propositamente de forma exagerada, calçava ainda umas botas de cano alto em pele, meio grosseiras, que ajudavam sobremaneira a dar ênfase ao que se anunciava. Nada mais vestira... Ele, trajava umas calças igualmente justas deixando bem visível o porte tamanho que protegiam. T’shirt desbotada por cima deixava solto o corpo que não escondia...
Lá dentro o tempo abrandara, no ventinho que antes visitava a lua cheia.

Kilómetros percorridos a rigor, com sapiência, pelo camião entregue nas mãos pesadas e fortes do homem de olhar perverso, foram a energia vibrante que justificou o início da queda em desgraça: aos poucos, sem dizer palavra, ela colocou os pés embotados no tablier da máquina, e com ar matreiro e atrevido, abriu as pernas fazendo deslizar o tecido do vestido para trás. De olhos posto ora na estrada, ora na vulva que se descobria desavergonhadamente, o homem deu-lhe apenas uma instrução: “toca-te para mim!” Ela soltou uma gargalhada indiscreta. Fez uma paragem fixando os olhos nos dele, para logo de seguida, quase ao mesmo tempo, se mirar a si mesma no tornear de dedos entretanto molhados que percorriam ja as suas partes mais íntimas...
Outros artistas da noite passavam de um lado para o outro. Alguns bem altos, vizinhos, vislumbravam de relance a magnífica exposição erótica ambulante. Um piscar de luzes mostrava o contentamente geral.
Lá dentro, a rota da terra mudara drásticamente dando lugar ao calor do Verão!

Partiram juntos sem destino marcado à priori, mas a estrada parecia encurtar-se à medida que os sons das canções da rádio mal se conseguiam ouvir, sobrepostos que eram por ruídos de outro calibre, explicitamente ditos pelas bocas de ambos. As calças mesmo justas, fechadas como convém, abriram-se para que uma das mãos do homem pudesse imitar num gesto puro masculino, o enredo já traçado. O decote do vestido desapareceu entretanto, deixando livre o peito altivo e robusto da mulher quase em estado delirante de prazer. Sedentos do toque trocado de mãos, das peles misturadas, as bocas pediam-se mutuamente e ambos sentiam uma vontade imensa de parar ali mesmo, na berma da estrada...

Mas ambos são exímios na arte de representar, e por isso sabiam que a cena final estava ainda longe do seu acontecer....

domingo, 15 de março de 2009

03.

... de cócoras, em frente ao amante amado L., desnuda, encara o seu homem de frente: quer deleitar-se mordiscando-o, lambendo-o totalmente enquanto se observa ao espelho do quarto.
A noite aproxima-se. É cedo ainda. L. adora fazer amor de repente. Chama-o já despida e diz-lhe simplesmente: “Abre as calças, solta-te para mim!”
Ele apenas sorri. Já a conhece. Sabe dos seus impulsos e aceita docemente a ordem clara que recebe. Nada comentam. Não articulam palavras. Apenas seguem os gestos dos corpos já conhecidos entre si e brincam uma vez mais ao jogo do prazer.
L. tem a boca preenchida de carne humana. A alma que transporta transcende-se com o prazer que ouve docemente soltar-se do peito do homem que agradece tão amável carícia. Sem que ela perceba, H. desvia-se e procura a câmara fotográfica que deixaram há minutos em cima da cómoda. Liga-a e programa-a para um novo registo. L. segue na sua deliciosa empreitada. Sente os lábios satisfeitos numa escala geométrica, a boca toda, a boca toda pede mais e mais...
O espelho testemunha os movimentos ritmados, mesmo aqueles que não são objectiváveis: os do gozo directo, tão directo que aquela prática promove em ambos os parceiros. H. transforma-se num actor criador de um guião executado. L. toca-se a si mesma e não pára de ensaiar a cena mais querida. Imagina-a já, minutos adiante. H. está perfeito. É perfeito. L. não esconde o desejo que sente por ele...

Líquido doce e quente jorra em golpes inínterruptos para dentro dela. Salpica-a. Molha-a. H. está com muita força, com muita força... Geme num quase grito e L. agradece...

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

02.

Sinto-me pronta para que me desflores...

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

01.

Hoje acordei a pensar em texto, a pensar em ti.
Sabes que nos imaginava numa espécie de paraíso, ninho de simplicidade, e te pedia para que te entregasses aos meus carinhos sem os temeres. Despia-te com ternura e deitava-te de barriga para baixo numa cama macia, feita de lavado com lençois brancos de linho engomados cheirosos a água de rosas, e eu, nua também, passava um óleo de jasmim e lavanda pelas mãos e pelo meu corpo e transformava-me numa enorme luva humana para te massajar as costas, desde o cóccis até à nuca. Encavalitada nas tuas nádegas, entretinha-te o eixo da coluna vertebral com os meus mamilos hirtos, percorrendo-o nódulo a nódulo, devagar, até acima, até me deitar em ti e beijar-te a cabeça. Depois... Depois, espreguiçava-me como quem acorda e ao esticar as minhas pernas sobre as tuas, deleitava-me rodando um pedaço de mim nos teus contornos e deixava-me descansar para logo, num passo de elegante contorcionismo, erguer o meu tronco até me poder ajoelhar aos teus pés. As tuas nádegas podem ser um ponto interessante para eu brincar, sabias? Bom, mas não era com elas que brincava no meu texto, mas com os teus pés.
As terminações nervosas que ali radicam fazem deles, os pés, um lugar de culto para alguns. Por mim, confesso que os descobri há pouco tempo, mas é já uma sensação única a que guardo e relembro de cada vez que experimento ter um polegar do pé de alguém que me importe, na minha boca. Adoro calcorrear cada dedo com os meus lábios, e passear a ponta da língua por cada falanje, como quem chupa um delicioso gelado de baunilha com pedacinhos de chocolate crocante e algo mais... Ao mesmo tempo que os descobria, aos teus, no meu sonho imaginário, massajava-te os calcanharaes, apertando-os, para logo me servir dos meus polegares superiores e, embebidos no óleo sagrado e estimulante da minha saliva, te percorrer a planta daqueles que, entre botas de biqueira de aço, te levam ao cimo de cada monte e vale e descem contigo os desfiladeiros da vida...

Tens os pés calejados de nada, e a precisarem de serem mimados com um bom creme nutritivo. Mas, creio que isso eu já te tinha dito não já?

Sim, o meu texto seguia. Sim. Seguia mais um pouco. Tu deixavas-te embalar pelos meus gestos e, como de costume, quase adormecias de serenidade só por me teres por perto. Resistindo, pedias mais. Mais carinho minha doce e terna amada, amante... Eu, deleitada com a vénia de prazer a que assistia, vinda da tua alma na direcção da minha, continuava dedicada, ora num ora no outro pé, e beijava, beijava, beijava. Ès delicioso. Também já te tinha dito não já?

As nádegas.
As nádegas são perfeitas. Redondas. Macias. Desenhava-lhes os contornos a lápis de pastel, e recortava-as na minha mente como quem esculpe a cinzel um pedaço de massa, de matéria divina. Beijava-as infinitamente até tu estremeceres de um prazer indizível. Os meus seios tocavam-lhes provocantemente, pedindo-te que te voltes agora e me deixes descansar. Senta-me devagar para te receber dentro de mim. Acolhe-me num abraço e abre a tua boca... Deixa-me ficar por ai.

Hoje acordei a pensar em texto, a pensar em ti. Acordei a abraçar-te no meu desejo de te ter aqui, perto de mim...

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

00.




Paixão, desejo, loucura, Amor...

Feliz Natal!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

12.

"A bata branca que enverga não engana! É o médico que vem fazer-lhe a visita do dia. O Sol entra pela janela do quarto onde está instalada, e ela, ao sentir o abrir da porta, olha e sorri com uma expressão doce e generosa: “Bom dia Doutor, como está?”!
Ainda jovem, cumprindo o internato da especialidade, devolve um cumprimento estusiasmado deixando evidente que aquela é a sua paciente preferida! Desde que travou contacto com o seu caso – algo complicado, do ponto de vista clínico! – decidiu-se a acompanhá-lo até ao fim, em prol do aumento dos seus conhecimentos... “Como se sente hoje? A noite, passou-a bem, sem dores?”
Fixam os olhos mutuamente, não conseguem disfarçar a atracção que sentem um pelo outro, de tal modo que as palavras de resposta escasseiam dentro da fala da mulher que, entretanto, se substitui à “doente”. Ele aproxima-se devagar e com suavidade ajuda-a a elevar-se da cadeira onde descansava, para a sentar na beira da cama... “Tenho de lhe tocar um pouco para ver em que estado se encontra, pode ser?” Ela, baixa levemente os olhos e sem pensar molha os lábios aceitando o beijo que sente palpitar na boca do cuidador. Pouco a pouco, despindo-a com sabedoria de mestre, acaricia-lhe a pele e afaga-lhe os cabelos sedosos que, desalinhados, deslizam costas abaixo. Um bafo quente circula em torno dos pescoços que, meio enleados, roçam um no outro misturando os cheiros dos dois até à indistinção. A leve camisa de noite que vestia, desce até à cintura da mulher e forma-lhe um abrigo protector. Seios desvendados são agraciados pela hidratação salivar que se desprende da boca do homem que a deseja conhecer para além dali... Beijam-se terna e amorosamente. A paixão espreita sem segredos nem torturas...

Ele é um estrangeiro de alma latina, moreno, cebelo forte e negro. Com olhos escuros e penetrantes, é bem constituído fisicamente. Perfuma-se discretamente e veio aprender com o Senhor Professor Português as artes do bem cuidar.
Ela é uma mullher menos jovem do que ele, mas de uma beleza sensual inequívoca. De olhar directo, faz-se comunicar com uma voz que traduz a sua fúria de viver!

As mãos dela vagueiam pelos braços fortes do amante enquanto as pernas, abertas, o abraçam irresistivelmente. O beijo que trocam é longo, lânguido... Ela sente-o grande, palpitante, apelativo! Num gesto amparado por ele, levanta-se da cama e, de novo no cadeirão de repouso, abre-lhe as calças já molhadas e lança-se num beijar sofrego e meigo que o faz tremer... ... Durante alguns minutos, aproveitam-se ambos do prazer mútuo que partilham, mas a visita deve continuar e, por isso mesmo, não podem demorar-se em demasia correndo o risco de serem surpreendidos por alguém mais.
Ao comando electrónico, a cama é subida até uma altura própria e de comum acordo, ela deita-se de barriga para baixo com cuidado, enquanto ele a penetra devagar, ao mesmo tempo que com prontidão! ..."

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

11.

Idalina quer presentear-se e abrir o seu cofre secreto ao corpo daquele que a seduz.

Sai de manhã cedo em passeio divagante com um objectivo claro na cabeça: vai comprar um “boneco de silicone” para se dedicar às diabruras entusiasmantes que povoam o seu imaginário. Feita a pesquisa necessária sobre os modelos no mercado, está certa de que escolherá aquele que, bem comprido e espesso, melhor lhe dê uma sensação real quando o mergulhar boca adentro. Quer sentir e apreciar sem se cansar, o desenho dos contornos físicos de uma verdadeira glande, rija e pujante, quando o saborear com a língua salivante.

Delicia-se com a passagem dos olhos brilhantes pelas peças expostas na loja, discreta mas recheada, e fantasia um delírio a 3 com o gentil cavalheiro que, saído do balcão, lhe mostra todos os espécimes que quer ver de perto, palpando-os com as próprias mãos para ver se lhe servem. Uns mais macios e pequenos, bons para iniciadas; outros, à prova de àgua, prometem carícias no duche. Mais alguns de metal forrados, duros, rijos e frios.
Idalina não esconde o seu culto ao membro desejado e, de mãos levantadas à altura do peito molda um, de cor natural, com cabeça bem exposta e delineada, enfeitado de nervuras quase quase perfeitas. Encara o cavalheiro de frente, olhares cruzando endiabrada e diz: “Levo este! Parece-me muito ao meu jeito, capaz de me fazer voar!” Ele sorri-lhe e confessa-lhe que é dedicado ao baloiço que trouxe da Alemanha, e que atrai a evidente curiosidade de Idalina. “É perfeito para casais que se querem divertir à grande, diz-lhe ruborizado!” Idalina pavoneia-se em torno do enorme aparelho e imagina-se ginasticando o corpo em posições desafiantes amarrada às correias de cabedal que formam o brinquedo gigante...
Chicotes e máscaras já as levou de outra vez, e as bonecas insufláveis não fazem as suas preferências. Idalina confessa: gosta de loiras redondas de peitos cheios e com cheiro a jasmim.

Saborosos finíssimos de chocolate e apetecíveis unguentos de menta e lavanda compõem o stock de presentes que traz na sua malinha de mão. O cavalheiro ficou para trás e Idalina quer partilhar agora com o seu homem real as surpresas que comprou para adocicar a cama de ambos.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

10.

- Tenho uma proposta para te fazer.
- Ah sim!? E qual é?
- Gostaria que hoje fizessemos amor sem nos tocarmos um ao outro...
- Humm! ...
- Aceitas?
- Pode ser complicado, mas ... aceito o desafio.

(Sorriem um para o outro, cúmplices de um desejo comum.)

O corpo longo e forte dele, entretanto exposto sem reservas, abandona-se no leito perfumado de lavanda e rosmaninho, e uma cadeira larga e confortávelmente vestida por uma manta felpuda e quente, repousa delicadamente no chão do quarto, pronta a recebê-la a ela, como num abraço caloroso. Ele assinala quando ela entra núa, que quer ainda perguntar alguma coisa, mas logo percebe que nada mais há a dizer a partir dali, tão claro é o gesto do seu olhar penetrante... Os brilhos lânguidos ao mesmo tempo que apaixonados dos olhares de ambos entrecruzam-se, cumprimentando-se directamente. Está aberta a cena, sobem o pano do palco que os rodeia e lhes serve de base – jogarão o jogo do amor! Entregam-se mutuamente num encanto que só os verdadeiros amantes conhecem.Alguns segundos dedicados aos acertos dos ritmos respiratórios dão lugar a que M. entreabra os seus lábios, humedecendo-os delicadamente para logo fazer um movimento de deglutição inevitável da água que, entretanto, lhe brotava fresca e silenciosa, dentro da boca. C. continua a olhá-la nos olhos, apreciando-lhe a infinita beleza: “Esta mulher é extraordinária”, pensa em segredo. Sorri-lhe e inicia o passear pelo seu próprio corpo, tomando a medida das suas pernas, que sabe que ela tanto deseja. Longas, fortes e musculadas, apercebe-se de que são, de facto, enormemente atraentes. Rodeia os joelhos, abraçando cada um por sua vez, com ambas as mãos, e massája-os obtendo com esse movimento uma renovação de energia. Prende-se nas coxas que esfrega com gestos dinâmicos, aquecendo-se a si mesmo. Ela mostra-se imperturbável, pelo menos aparentemente. Voltam a sorrir...

M. beija a sua boca, levando a língua a calcorrear cada dente, cada recanto, cada ressalto do palato, da caverna milagrosa. A minúcia com que percorre tão profunda gruta, bem como o calor sereno que sente por dentro, mostram a si mesma o quanto é agradável para ele ter-se dentro dela, quando o abocanha com ternura e lhe permite que lá more por tempo indeterminado. Volta a molhar os lábios, agora olhando C. provocantemente. Ele sente um calafrio e solta um leve “Humm!”, fazendo um movimento para a frente como quem se insinua e lhe diz, quero entrar ai.
Unhas pintadas de vermelho escuro, em mãos previamente hidratadas e macias, são usadas agora para excitar a pele do tronco, e seios e ancas e pernas. Quase pode ouvir-se o ruído que fazem nos poros da alma de ambos. Ela respira fundo, tentando controlar a sofreguidão em que está prestes a cair. Mas, o ritmo de ambos deve ser mantido. Retorna as mãos acima, e delineia com precisão e cuidado, os laterais que contornam a cintura, bem marcada. Deixa-as escorregar naturalmente pelos abdominais e detém-se neles, aconchegando a sua respiração. Observando C., segue-lhe uma das mãos que se enche de frutas maduras, recheadas de seiva quente e doce. Ele aperta-se devagar, ao mesmo tempo que leva a outra mão à boca, molhando-se nos dedos... Está erecto, vermelho, pulsante. Contudo, aguarda-se para mais tarde.
Os cheiros do prazer antecipado, enriquecem o ambiente. As peles transpiram, pulverizando o ar, humedecendo-o, refrescando-o tanto quanto o tornam apetecível...

Ele chega agora à sua dura barriga, trabalhada com afinco para que a possa carregar ao colo, e sente-lhe o poder. Não resiste a tocar-se entretanto, tentando experimentar o que sabe que ela aprecia: a suavidade da pele do seu membro na ponta dos dedos. Sente as cócegas leves que o arrepiam e o deixam sem alternativa. È preciso agarrá-lo já, e sentir-lhe a inteireza...
Volta a olhá-la, num olhar cada vez mais semi-cerrado, enquanto mordisca o lábio inferior, sussurando-lhe o fulgor em que se encontra por dentro.
O interior das coxas de M. estão expostas abertamente; ela percorre-as rapidamente, aperta-as e sente-se a pingar a manta que a acaricia por baixo. Os mamilos pedem-lhe alguma atenção, que ela lhe dedica sem esperar: segura-os e mostra-os a C., que os deseja há muito... Abraça os seios com força, sente-os quentes de um prazer indescritível. Revigora os movimentos com que massaja o corpo, de novo a barriga, as pernas, a cintura para de imediato agarrar no pedaço mais proibido. A manta continua húmida e ela recebe na mão o líquido que permite todas as aventuras. Brinca consigo mesma, tentando atrasar tanto quanto possível o mergulhos dos dedos por si adentro. Contorna-se, abre-se e fecha-se em movimentos pélvicos, enquanto devolve a C. um olhar de partilha profunda. Estão ambos entusiasmados... ... Ela alimenta-se do seu próprio sabor meio salgado. Lambe-se gulosamente.
C. mantém-se firme e seguro de si mesmo. Quer possuí-la com as suas próprias mãos. Freneticamente se ampara, se grita, se chupa simbolicamente. Ela entrega-se á exploração de cavidades impróprias, para sentir o êxtase do aperto. Ele levanta-se e coloca-se na sua frente. M. sorri como quem consente recebê-lo por perto. Está sedenta de qualquer coisa que lhe purifique a pele e lhe acalme a boca. Esfrega-se, alternando mãos e cavidades e pontas dos dedos numa acção massacrante. Escorre bastante ao sentir o cheiro de C. tão perto do nariz. Ele grunhe dizendo do prazer que sente e que se avizinha pleno. Contra as regras enunciadas ela abre-lhe a boca e toma-o de assalto, engolindo-o na perfeição. Ele solta um suspiro de agradecimento e de prazer, e ela, olha-o nos olhos mostrando o quanto está pronta para trocar pelas mãos dele, as suas dentro de si...

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

9.

Cabelos negros, compridos, escorrendo costas abaixo são delicadamente lavados pelas mãos grandes e sábias do homem a quem se entregou há minutos atrás. Rolam beijos de carinho em troca da suave passagem do sabonete pelo seu corpo redondo, pequeno, feminino, em vez de palavras desnecessárias que jamais expressariam o requinte único do sabor adocicado, líquido, que ainda guarda na boca... é tempo de retempero, de permanência, de partilha do sémen da vida adulta.

Acordaram cedo para se amar de novo, para provar um ao outro que se querem, que se desejam, que se buscam em recantos de coxas, nádegas, bocas sedentas calorosas. Exploram-se nos dedos que percorrem o interior dela e na forma como a língua molhada se desembaraça ao rodear-lhe o centro de tudo. Ela abocanha-o provocantemente e ele assiste vendo de cima, exultando-a, pedindo-lhe mais, movimentando-se, dando-lhe o ritmo que quer. A boca fechada acompanha com satisfação. Gosta de o ver gozar. Ela sabe que para além dos seios, a boca é a fonte de todas as delícias. Ambos se jogam nos trunfos que trazem de experiências passadas, traçando as pernas enquanto se preparam para a eterna luxúria.
Atracam-se um no outro e partilham o comando dos movimentos quase quase violentos, vigorosos, frenéticos, em busca de oferecer mais e mais ao amante que pretendem que fique. Querem dar e receber na mesma e exacta medida. Esmeram-se na fornicação real, enquanto fantasiam com voos negros ainda por explorar. Ela promete cabedal, chicote e máscara; ele, promete submissão, obediência... Ela dá-lhe o traseiro e move as ancas largas, pedindo-lhe que a esmague contra si: o prazer que experimenta deixa-a louca, transporta-a para um lugar de enorme fascínio. O rio que a alaga e pinta de branco, escorrendo pernas abaixo, não engana quanto ao deleite vivído... Ele elouquece chegando ao suor que pinga corpo abaixo, transformando-se numa esponja molhada de óleo natural que hidrata as peles de ambos e permite o desenvolver do momento. É hora de orgasmos múltiplos, delirantes, simultâneos. São dois animais em guerra aberta e transparente pelo poder da reciprocidade. Quase disputam a alma para que, na entrega do corpo, se presenteiem com o melhor que sabem possuir, cada um deles, para amar o outro...

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

8.

O copo que há pouco fui buscar à casa de banho para te dar de beber, para te purificar e voltar a humedecer as teias respirantes quase secas do tabaco que fumaste em tempos e cheias de entulho dos prazeres que adiaste até hoje mais das dores que nunca sofreste, entornou-se. Bateste-lhe com o pé que não te cabe na cama, porque ela não foi desenhada para homens do teu tamanho. Eu, stresso só um bocadinho porque não estou em minha casa e, logo corro, solícita, para tentar emendar o erro que não foi meu dizendo que corro para te proteger.

(Tu sabes que minto, não sabes? Que lá bem no fundo, talvez seja eu quem aldraba?)

A toalha absorve o líquido e disfarça o momento. É daquelas que, como há muita gente, era capaz de jurar que nunca nos viu por ali. Pagam-lhe para isso e ela apresenta-se imaculada, pura, fresca e suave, e presta-se a ser usada. Obedece.
Restos dos morangos que comemos na brincadeira repousam na caixa plástica e, de novo, nos envolvemos. Fazemos amor, como tu dizes. Eu concordo. Aliás, concordo com imensas coisas que me tens dito, mesmo que tu não gostes que diga que tens razão. Eu acho que tens razão e permite-me que insista em dizer o que penso, nem que seja pela famosa teimosia que, pelos vistos, faz parte intrínseca do meu nome próprio.

Deliciei-me contigo, desta vez. Não me recordo se já te tinha dito que gosto muito do teu jeitinho. Da maneira como representas o papel de amante, amigo e companheiro. Surpreendes-me quando me pedes para que façamos amor a olhar nos olhos um do outro. É curioso. É daquelas coisas que, depois de a teres sugerido, eu percebo que sempre pensei nisso e, contudo, nunca o tinha feito ou vivido dessa maneira. Senti-me a perder mais um pedaço do medo que me resta, ao mesmo tempo que te auscultava (e a tu mim, também), te procurava mais fundo nas tuas verdades secretas, ocultas. Fomos dois animais em luta renhida pelo poder que, pelos vistos, cada um de nós faz questão de ter no outro.
Desafiaste-me.

Mexo-me com todo o meu carinho e procuro mostrar-te como estou em forma, fisicamente. Como te desejo ardentemente.
Gozo contigo, cavalgando-te lenta e amorosamente para, na sequência de 3 ou 4 beijos escaldantes te por, finalmente, a sofrer.
Os guinchos que queres soltar estão um pouco presos, mas eu ouço-os já ao longe e faço-os soar mais alto com o movimento das minhas ancas. Bem ritmado agora, com força e depressa. Tu finalmente desintoxicas-te, tosses vigorosamente, vens-te para dentro do preservativo verde que me deixa uma sensação de frescura muito agradável. Sinto o teu bombear lá dentro e penso que te quero matar para que sejas meu por inteiro e em definitivo.

Aguenta-te amor!
Aguenta-te!

Sigo a foder-te com mais vigor ainda, gozo em pleno e tu, vens-te de novo, passados apenas alguns segundos. Eu sinto que te tenho comigo para sempre. És eterno em mim, creio que já suspeitavas. Eternizo-me em ti nesse instante, ao devolver-te o tempo que me pedes. Estás incrédulo, espantado e a borrar-te de medo por dentro. Tosses ainda mais como quem procura alívio e libertar-se das limalhas finíssimas que te entompem, que te corroiem aos poucos e te têm feito desitir lentamente de ti.
Levanto-te, abraço-te, cuido de ti em seguida.
Espero que te recomponhas pois sei que os regressos costumam ser atribulados. Acredita que nunca mais serás o mesmo depois desta experiência.
Deita-te agora no meu colo, descansa e ouve-me. Tenho algo muito importante para te dizer.

Estou a amar-te!